
Em meados de Dezembro, a capitalização de mercado desceu com a graça de um balão animal a desinflar, fazendo uma pirueta de mais de 42 mil milhões de dólares para uns húmidos 36 mil milhões de dólares. Uma tragédia em si bemol menor, certamente. Mas eis! No início de janeiro, o sentimento deu uma cambalhota de 180 graus digna de um desertor soviético que dançava no gelo. O capital, recém-divorciado da prudência, voltou correndo como um adolescente que retorna ao TikTok após uma “desintoxicação digital” de 30 minutos. O limite disparou – mais uma vez, a imagem é inevitável – de 38 mil milhões de dólares para um pico vertiginoso perto de 48 mil milhões de dólares, depois, com uma tosse educada, fixou-se em 44,69 mil milhões de dólares. Uma soneca modesta, talvez, mas não um colapso. Progresso!